segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ele cresceu.






Lembro quando eu descia ao jardim do prédio com Douglas para que ele brincasse e tomasse sol.
Lembro quando ele descobriu que a calçada era mais legal que o jardim.
Lembro quando ele quis atravessar a rua pela primeira vez e eu não deixei.
Lembro quando ele atravessou a rua pela primeira vez.
Lembro quando ele descobriu que o terreno baldio era muito mais interessante que a calçada.
Lembro quando ele quis entrar pela primeira vez no terreno baldio e eu não deixei.
Lembro quando eu e minha irmã o ensinamos a sair de casa sozinho.
Lembro da primeira vez que ele saiu de casa sozinho.
Lembro que eu olhava da janela para ver onde ele ia.
Lembro que o vi no terreno baldio brincando com a liberdade.
Lembro quando ele brincava com as folhinhas, que se balançavam ao vento, no terreno baldio.
Lembro quando ele descobriu que caçar é melhor que brincar com folhinhas.
Lembro quando ele quis trazer sua primeira lagartixa para casa, que horror! Pensei que fosse um rato.
Lembro quando ele descobriu que sair a noite é melhor que durante o dia.
Lembro que ele descobriu que ficar com outros gatos é melhor que caçar lagartixas.
Lembro da noite que ele voltou para casa de madrudada.
Lembro da noite que ele não voltou.
Lembro do dia que ele chegou no outro dia, todo arranhado.



Enfim, lembrei que ele cresceu e não é mais o meu bebezinho.
Ele é meu, mas não mais o meu pequenininho.









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